O que torna algumas pessoas sortudas e outras azaradas? Na maioria das vezes trata-se mais da forma pessoal de ver as coisas do que de sorte em si.

O jornalista Erik Calonius nos apresenta um estudo fascinante realizado pelo psicólogo Richard Wiseman. Wiseman entrevistou diversas pessoas para descobrir se elas consideravam-se azaradas ou sortudas, e depois realizou um experimento muito interessante:

O psicólogo deu um jornal tanto para os que se consideravam “azarados” quanto para os que responderam serem “sortudos” e pediu que descobrissem quantas fotografias havia na edição. O resultado da pesquisa foi que, em média, as pessoas que se consideravam azaradas levaram 2 minutos para contar todas as imagens, enquanto os que se consideravam sortudas levaram apenas alguns segundos.

Como os sortudos conseguiram fazer esse milagre? Eles acharam na segunda página um recado: “Pare de contar. O número de fotografias neste jornal é de 43”. Por que será que as pessoas azaradas não viram a mensagem? Simples! Elas estavam tão ocupadas em contar as imagens que passaram batidas pelo recado deixado pelo psicólogo.

Neste momento você deve estar se perguntando: e daí? Aqui vai a explicação:

Pessoas sem sorte perdem grandes oportunidades por focar exageradamente em coisas específicas. Por exemplo, vão a festas em busca da alma gêmea e com isso deixam de fazer bons amigos; ou ainda, lêem os classificados determinadas a encontrar certa oportunidade de trabalho e deixam passar por despercebidos outros tipos de emprego muito bons. Em geral pessoas consideradas “sortudas” são mais tranqüilas e abertas, e dessa forma enxergam oportunidades ao invés de somente o que estão procurando.

Pessoas que consideramos sortudas estão mais relaxadas e mais ligas no que está acontecendo a sua volta. Se concentrar exageradamente só na tarefa bloqueia o que está em volta e acabamos por perder outras coisas importantes e inesperadas.

O que esse experimento demonstra é que o trunfo dos “sortudos” não é a sorte, e sim uma mente aberta que os deixa propensos a oportunidades que a maioria de nós perderia por estarmos tão certos e concentrados no que queremos e buscamos.

Este artigo é inspirado no texto What Lucky People Do Differently than Unlucky People, de Jonathan Fields. Postado no site Lifehacker.com


Marco Aurélio
Marco Aurélio

Vivente profissional em constante busca de aventuras na vida. Gosta de pensar e falar sobre comportamento, empreendedorismo e diversão. É publicitário, porém não existe profissão que defina com exatidão o que faz para "ganhar a vida".

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