Viver, ganhar dinheiro, ou os dois juntos?

Por diversas vezes acabamos nos perguntando como podemos fazer para ganhar dinheiro, ou então conseguir guardar um pouco mais; quais as contas que podem ser diminuídas, ou até mesmo cortadas, para que com isso possamos ter um pouco mais de tranquilidade e liberdade na vida. Esse dilema é comum a todos, incluindo até mesmo os que já possuem certa liberdade, e também a conta corrente com um valor razoável.

Porém, devemos estar conscientes de que tudo o que passamos durante a nossa vida irá nos gerar experiências e prazeres. Muitos destes prazeres e experiências estão diretamente ligados ao dinheiro, ou melhor, ao gasto do dinheiro. Ao fazermos a contabilidade e ver que existem gastos que podem ser eliminados, a primeira questão que devemos nos fazer é se o eliminando, o prazer que estará sendo eliminado com ele compensa esta economia. Exemplificando, deixando de comer alguma saborosa guloseima que gostamos tanto estaremos economizando alguns reais, porém, a falta desta guloseima e também do prazer que ela gera em nosso corpo e espírito, compensa estes reais economizados? Claro que devemos sempre ponderar os gastos e elencar as prioridades. Não devemos ser irresponsáveis e gastar todo o orçamento disponível apenas em prazeres, porém também acho irresponsável eliminar os pequenos deleites. Eles são responsáveis por nossa qualidade de vida e equilíbrio do espírito.

Viver, juntar dinheiro, ou os dois juntos

Abaixo, para validar esta forma de pensar sobre os equilíbrios dos gastos, reproduzimos na íntegra uma carta que o renomado consultor financeiro Max Gehringer recebeu de um ouvinte. Nela ele faz alguns simples cálculos e chega a uma conclusão: vale a pena viver a vida durante a vida.

Vale a pena também ler a carta… vá em frente e descubra se o que vale é ganhar dinheiro, viver, ou fazer os dois juntos.

Por Max Gehringer

Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para apresentá-la na íntegra, porque ela nem precisa de comentários:

“Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa… Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.

Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária.

É claro que eu não tenho este dinheiro.

Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!

Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida“.

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