O Poder dos Incentivos

Porque trabalhamos? Estudamos? Criamos? Abrimos empresas? Aceitamos riscos? A história nos dá uma pista.

A colonização da América Latina, Peru, Bolívia, Peru, Chile, México, foi exploratória. A mão de obra local foi farta e as riquezas naturais abundantes, isso permitiu que os colonizadores dominassem os povos locais para que estes trabalhassem e produzissem mais riquezas que tornavam os senhorios mais ricos.

De outro lado, a colonização dos Estados Unidos, pelos ingleses, se deu em outro contexto:

  • A escassez de mão-de-obra (de 3 a 4 pessoas por milha quadrada, enquanto no México central era de 400 pessoas por milha quadrada);
  • Inexistência de ouro e prata;
  • Baixa fertilidade dos solos.

Este cenário não permitiu a exploração das riquezas locais pela coerção dos habitantes locais. Esta limitação de trabalho e suprimentos, deu poder aos habitantes locais, de forma que se decidissem não trabalhar os colonizadores morreriam de fome. Os locais, ainda, poderiam fugir pelas vastas terras inabitadas daquele país.

Como incentivar as pessoas

Após alguns anos de tentativas, os ingleses perceberam que não seria possível uma colonização exploratória, então mudaram de estratégia, e começaram a povoar as terras com pessoas dos países colonizadores, para que estes trabalhassem para as elites produzindo riqueza e bem estar. Porém, da mesma forma que os locais, quando explorados poderiam, simplesmente, fugir para outros locais longe dos olhos de seus dominadores. Como este modelo também não funcionou, os colonizadores foram obrigados a estabelecer alguns incentivos.

Em 1618, uma nova estratégia foi adotada, dando os seguintes incentivos aos trabalhadores vindos do país colonizador:

  • Cada homem teria o direito a 50 Acres de terra, e mais 50 por cada membra da família e todos empregados que trouxessem para povoar a nova colônia;
  • A todos foram dados casas e liberdade;
  • Criação de uma assembleia, dando direitos aos homens a opinar sobre as leis e instituições governamentais da colônia.

Essas regras, deram aos colonos garantias de que teriam direito a parte da riqueza que produzissem, ou seja, que haveria recompensa pelo seu esforço. E, na medida em que participariam da criação de leis e diretrizes, um princípio de democracia, havia maior segurança de que suas propriedades e riquezas acumuladas não seriam retiradas a força, ou seja, havia direito de propriedade.

A consequência é incentivo ao aumento da produtividade, inovação, melhoria da qualidade de vida, queda da pobreza e violência, geração de mais riqueza. Não é a toa que os Estados Unidos estavam preparados para colher todos os frutos da revolução industrial.

Quer um exemplo?

Nogales-Arizona (EUA) e Nogales Sonoro (México), são cidades localizadas na fronteira entre Estados Unidos e México.

O Poder dos Incentivos

A Nogales americana, cujas origens são o modelo de colonização de incentivo ao crescimento econômico, é mais próspera do que a Nogales mexicana, cuja origem foi marcada pela exploração da mão de obra escrava, extração da riqueza em prol do aumento do bem-estar dos colonizadores, além da instabilidade política. Essa diferença na origem pode ser uma pista do porque a renda média na Nogales-EUA é, atualmente de $30.000, enquanto na Nogales-Mex é de $10.000 ao ano.

A história, resumida acima, mostra o poder que os incentivos têm sobre as pessoas e sobre a prosperidade de uma sociedade.

Permita que os trabalhadores, inventores, empresários, tenham direito sobre a riqueza produzida a partir de seus esforços, e colha os frutos de invenções como telefone, eletricidade, condicionador de ar, carros modernos, remédios.

De os incentivos corretos, e seus funcionários, amigos, cônjuges serão seus aliados pela melhoria continua.

Fonte pesquisada: Why Nations Fail (Por que as nações fracassam), capítulo 1.

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