O custo das coisas

Commprador: oi, gostaria de comprar um iPhone, quanto custa?

  • Vendedor: o modelo que você está procurando custa R$2.000,00.

Quando informado do custo financeiro do bem que procura, o comprador já possui todas as informações que precisa para tomar a sua decisão. Mas será ele tem consciência de todas elas???

O texto que segue é uma tentativa de trazer à tona todas as informações disponíveis, sob o ponto de vista do comprador, para que decida se comprará ou não o produto, pelo preço dado. O processo de decisão deve respeitar a sequência em que será apresentado, pois são eliminatórias, no sentido que a negativa em alguma das etapas elimina a viabilidade da compra.

  1. A primeira, e talvez mais simples, consideração sobre o processo de compra é: “eu consigo pagar por este bem???”. Ou seja, o comprador lança mão do conceito de restrição orçamentária através de uma lógica muito simples: se não tenho dinheiro, não compro.

O ponto importante sobre a restrição orçamentária (ou falta de dinheiro) é que traz uma definição para o processo de compra somente se o valor do bem estiver além das capacidades financeiras do comprador. Caso a resposta a pergunta acima seja “sim, tenho dinheiro para comprar”, temos que passar ao próximo estágio da análise.

(…) o conceito a seguir adota a hipótese de que as pessoas são racionais, mesmo que haja evidências de que nem todos são (…).

  1. A segunda pergunta que o comprador faz é: “estou disposto a pagar, por este produto, este preço?? Qual preço isto vale???”

Neste ponto lançamos mão do conceito de gosto, e gosto é pessoal, não existe uma resposta exata. Se o comprador achar que o produto vale (gosto) 2.000,00 PODE SER que compre o produto, se não já pode encerrar o processo.

  1. “Do que, exatamente, estarei abrindo mão se adquirir este produto??”. Aqui envolvemos o conceito de custo de oportunidade. Partindo da premissa que nossos recursos financeiros são finitos, sempre que compramos alguma coisa teremos que deixar de comprar outra (restrição orçamentária), ou, até mesmo, deixar fazer poupança. Se aquilo que teremos que abrir mão tem mais valor do que o produto em questão, devemos abortar a compra e reservar este recurso para aquilo que damos mais valor.
  2. Por fim, utilizando o conceito de custo de oportunidade, mas com olhos na condição futura, a pergunta é: “qual o risco deste recurso gasto agora, fazer falta ali na frente???”. Essa questão introduz um pouco de incerteza neste processo de compra, e deve ser levantado, principalmente, na aquisição de bens de mais valor, como imóveis.

Podemos ainda fazer “n” outros raciocínios, ou perguntas, sobre o processo simples de compra mencionado acima, porém é possível encaixá-las em um dos 04 itens acima. Por exemplo: “este produto trará algum benefício social?”, tal resposta já está embutida no valor que damos ao bem.

 

O processo de aquisição parece bem simples, mas quanto mais consciente das restrições impostas neste processo, maior a possibilidade de fazermos uma escolha acertada e sem arrependimentos.

 

Resumindo:

Restrição Orçamentária Valor atribuído ao bem Custo de Oportunidade Presente Custo de OportunidadeFuturo      Decisão

 

Lembre-se, o resultado das suas escolhas devem trazer satisfação e felicidade, não angústias, dúvidas, incertezas.

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